Dr. António Barreiras

9.50 - 10.10: Seguro Vitícola de Colheitas

Apresentação da Comunicação:

 

A CA Seguros trabalha diariamente para ser a Seguradora (não vida) em quem confiam todos os Associados e Clientes do Crédito Agrícola. É esta a Visão que temos do objectivo que quere alcançar.

Criada em 1994, como Rural Seguros, a sua designação evoluiu para CA Seguros e, deste modo, passou a identificar-se, perfeitamente, com o Grupo que a originou, o Grupo Crédito Agrícola.

Inserida neste grupo e com uma lógica de Bancassurance puro, a CA Seguros dispõe de 84 Caixas de Crédito Agrícola e mais de 700 balcões para venda dos seus seguros. Estes balcões de venda estão espalhados de norte a sul e do litoral ao interior do país, com especial incidência no mundo rural. Esta característica distingue-a das restantes seguradoras e aproxima-a mais dos seus clientes preferenciais.

A CA Seguros, tem à disposição dos seus clientes uma gama muito variada de seguros que satisfaz a sua necessidade de protecção. Comercializa produtos para clientes individuais como seguros à Habitação, Acidentes Pessoais, Responsabilidade Civil, Automóvel, mas também seguros para empresários e empresas comos Comércio e Serviços, Riscos Industriais, Acidentes de Trabalho, Automóvel, diversas soluções do Ramo Engenharia e especializados no ramo agrícola, como Máquinas Agrícolas, Pecuário, Incêndio Agrícola, Estufas e Colheitas.

O facto da CA Seguros ser a seguradora não vida do crédito agrícola, bem como o trabalho que tem vindo a ser feito junto e para os seus clientes, tornou-a, já pela 4ª vez em 2013 na melhor seguradora (no seu segmento) não vida. Este prémio orgulha todos os seus colaboradores, pois significa o reconhecimento do seu trabalho.

Dada a sua proximidade com o mundo rural, a CA Seguros especializou-se, desde que iniciou a sua actividade, nos seguros agrícolas e tem acompanhado a evolução dos seguros bonificados fazendo, para além disso um acompanhamento próximo dos segurados, através da sua rede de peritos que tem lhe tem permitido colocar-se como uma das principais seguradoras do ramo.

Entre 2012 e 2014, por razões orçamentais tão bem conhecidas de todos, têm sido anos de completa viragem no seguro de colheitas bonificado pelo Estado.

O seguro existente até 2012 baseava-se completamente no Orçamento de Estado (OE), este sistema tinha a designação SIPAC – Sistema Integrado de Protecção Contra as Aleatoriedades Climáticas. Este sistema tem vindo a ser substituído desde 2012 por um sistema que, a partir de 2014 terá a designação de SSA – Sistema Seguros Agrícolas.

Este sistema está preparado para englobar outros seguros agrícolas para além do Seguro de colheitas, o Seguro Pecuário ou o seguro de Incêndio florestal. No entanto, e para iniciar, apenas incorporará o Seguro de Colheitas pois é o que está mais desenvolvido.

O Seguro de Colheitas será dividido em três sistemas: o Seguro Vitícola de Colheitas (SVC) o Seguro Frutícolas e Hortícolas (SFH), ambos iniciados em 2012 e com bonificação baseada nas respectivas OCM – SVC na OCM da Vinha para Vinho e o SFH na OCM das Frutas e Hortícolas. Aparecerá um Seguro para todas as colheitas que não se enquadrem nos sistemas anteriormente referidos, como todas as culturas que não façam parte das frutas ou hortícolas ou vinha e ainda todos os produtores individuais ou de OP não reconhecidas pela COM das Frutas e Hortícolas. Este sistema tem o nome de Seguro de colheitas (SC). Fica, assim constituída a trilogia de seguros para as colheitas e os primeiros seguros do SSA.

O SC terá, neste início, uma constituição muito semelhante ao anterior SIPAC, com uma apólice uniforme e com duas linhas de seguro, uma para a generalidade das culturas, com coberturas uniformes e aplicadas a todos por igual, esta linha é designada por Seguro Horizontal. A outra linha é para seguros que, de alguma forma, têm que ter coberturas especiais. Designada por Seguros Especiais, esta linha será aberta para os seguros de Tomate de Indústria com a cobertura de chuvas persistentes e para as Pomóideas em determinados Concelhos.

Distinguem-se as duas linhas pois para além da especial ter coberturas específicas par a cultura em questão, na linha horizontal pode contratar-se as coberturas que ambas as partes tiverem dispostas e na especial tem que se contratar a cobertura global.

Este seguro será bonificado através do PRODER e terá um limite de bonificação máximo de 65%. Tem dois níveis de bonificação antes, 60% para tomadores individuais que no ano anterior não tenham estado no sistema e 62% para os Tomadores individuais que já tenham estado no sistema no ano anterior, Jovens agricultores que entrem no sistema pela primeira vez e colectivos que entrem no sistema pela primeira vez e 65% para os colectivos e Jovens Agricultores que já tenham estado no sistema.

O SFH, bem como o SVC, entraram em vigor em 2012, sendo que o SVC já esteve em plena produção em 2013, pois o seguro vitícola apenas pode ser contratado por este sistema.

Ambos os seguros têm regras básicas de funcionamento, o que deixa à livre contratação entre Tomadores e Segurados, mantendo regras básicas de bonificação na relação coberturas e prejuízo mínimo indemnizável.

O que distingue os dois seguros da OCM são duas regras, para além do Objecto Seguro, a primeira é que a bonificação, no SVC é paga aos Tomadores via Seguradora e no SFH é directa aos Tomadores, a segunda é que no SVC podem contratar todos os produtores Individuais ou através de colectivos de uva para vinho enquanto no SFH só podem ser contratados seguros com Organizações de Produtores reconhecidas.

Estes Seguros, uma vez que não depende de apólice uniforme ou de aprovação do Estado, desde que as coberturas estejam parametrizadas de acordo com os critérios definidos na portaria que os regulamenta, permitem a inovação de novas coberturas e a livre contratação das condições do seguro (níveis de franquia diferentes, coberturas ajustadas às necessidades dos Segurados – desde que disponibilizadas pelas Seguradoras, etc.).

Nestes sistemas, por não serem uniformes, levarão as Seguradoras a trabalharem por forma a diversificarem as suas ofertas de coberturas para tornarem mais atractivos os seus seguros.

As características dos seguros que regulamentam este seguro são as seguintes:

Riscos climatéricos equiparados a catástrofes naturais;
Riscos Climatéricos não equiparados a catástrofes naturais
Pragas e Doenças

O que distingue as duas primeiras coberturas é o nível de Prejuízo Mínimo Indemnizável (PMI) de 30%, sendo que todos os contratos com PMI superior a 30% são englobados na cobertura de Riscos catastróficos e os restantes nos não catastróficos.

Três coberturas de seguro: Bonificação com dois níveis, 50% e 75% individuais (SVC) e 80% colectivos (SVC e SFH). Estes níveis de bonificação estão dependentes directamente do nível de risco que a empresa está disposta a assumir, riscos catastróficos (PMI>30%) bonificações de 75% ou 80% conforme os casos; riscos não catastróficos ou pragas e doenças , bonificação de 50%.

Esta liberdade contratual responsabiliza as Seguradoras, principalmente a CA Seguros, para que encontrem respostas de seguros que possibilitam estabilizar os rendimentos dos agricultores e das suas empresas agrícolas.

Esse trabalho só se consegue com a colaboração entre a Seguradora e os seus Clientes, pois é extremamente importante que estes façam chegar à Seguradora as suas necessidades, de modo que se consiga encontrar soluções que os satisfaçam.

No entanto, é importante perceber-se o que, na realidade, é o que podem ou não as Seguradoras oferecer como cobertura de seguro.

Para ser uma cobertura de seguros, o evento a que diz respeito tem que ser involuntário, imprevisível. Se não tiver uma destas características, o evento não é segurável e, se o for, o preço que a seguradora cobrará será muito elevado ou as próprias empresas poderão constituir reservas para colmatar as suas perdas.

Por exemplo, numa exploração leiteira em que é normal morrer uma vaca por ano, certamente que o produtor não iria procurar um seguro que lhe cobrisse esta morte, por dois motivos: em primeiro lugar a tarifa que iria ser aplicada ao prémio da exploração corresponderia ao valor de indemnização que a seguradora iria pagar pela morte (que é um evento certo). Em segundo lugar, a seguradora ainda teria que cobrar mais prémio para cobrir os seus encargos com a gestão do seguro e o seu lucro. Assim, a exploração ficaria a ganhar se, em vez de contratar o seguro criasse uma provisão para esta morte. No entanto, um bom acto de gestão será contratar um seguro que cubra as mortes que não estão previstas, isto é, caso aconteça morrem diversas vacas no mesmo evento, então, a empresa poderá não ter meios para repor os seus activos e assim transfere esse risco para a Seguradora. Neste caso a seguradora irá calcular a probabilidade de ocorrerem o número de mortes solicitadas no mesmo evento, bem como quantas vezes esse evento tem possibilidade de ocorrer e, assim, calcula a sua tarifa. Para esta contribui, também, a dispersão dos riscos que a seguradora tem na sua carteira. Quanto maior for a dispersão, menor será a probabilidade de acontecerem os mesmos eventos em todas as explorações, e assim, a Seguradora consegue prémios mais baixos.

Um bom exemplo para se perceber isto é o caso do automóvel, os riscos de sinistro são elevados, mas como a dispersão de carteira é grande e a probabilidade de todos os automobilistas que circulam baterem é muito reduzida, a seguradora não pratica os prémios a cada um que, na realidade cobririam os seus custos se apenas de um se tratasse, cobra prémios muito mais reduzidos.

Assim, com base nesta caracterização de risco e tendo consciência que nem tudo pode ser coberturas de seguros, a CA Seguros propôs-se a estudar novas coberturas para o Seguro de Colheitas de modo a torná-lo mais competitivos e a corresponder às necessidades dos produtores que o contratam. Este é um trabalho moroso e com custos elevados, pois requere recolha de dados do campo, em situações que só acontecem uma vez por ano (quando acontecem), requerem trabalho de laboratório e estudo dos dados por entidades que os saibam trabalhar.

Para isso, a CA Seguros criou um protocolo com o Instituto Superior de Agronomia. Tem sido com este instituto que a temos vindo a estudar novas coberturas. A que está mais avançada e se espera, muito em breve, ter resultados e apresentá-la ao mercado é o estudo do efeito do Escaldão na uva para vinho.

Este estudo já tem dois anos, mas ainda é pouco para se conhecer os verdadeiros efeitos do escaldão. Existem outros acontecimentos cuja evolução visual dos bagos se assemelha à do escaldão e que influência o estudo real dos prejuízos provocados por este evento climático.

Conhecer os seus sintomas e saber dissociá-los de outros é o que torna este estudo mais moroso e que pode interferir nas tarifas e condições de cobertura.

Assim, para que se consiga disponibilizar uma cobertura que sirva os segurados dentro do que estão à espera e com condições de preço que permitam a sua contratação é um trabalho moroso que estamos a assumir e do qual brevemente iremos dar resposta.

Creiam-nos seguramente ao vosso lado.

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