Eng.º Jorge Sofia

Técnico Superior da Divisão de Apoio à Agricultura e Pescas

17.10 - 17.30: A Importância crescente do Black Rot como doença da videira

Apresentação da comunicação:

 

A Podridão Negra (Black rot) da videira, causada por Guignardia bidwellii tem a sua origem na América do Norte e embora não seja uma doença desconhecida na Europa, tem recentemente adquirido proporções dramáticas em diversas regiões europeias. A severidade das infeções de podridão negra aumenta de acordo com a duração do período de folha húmida e com a temperatura. A duração do período de incubação depende da temperatura e – no caso dos bagos - também do seu estado de desenvolvimento fenológico.

De modo a prevenir o aparecimento precoce da doença na vinha, é necessária uma proteção contínua da superfície foliar. No período de pré-floração, fungicidas de ação preventiva, como os ditiocarbamatos serão apropriados. O intervalo crítico para as infeções no cacho é o período entre a “floração (BBCH 61-69)” e o “fecho do cacho (BBCH 77-79)”. Neste período, produtos com atividade curativa (estrobilurinas, fungicidas DMI) deverão ser aplicados. As infeções tardias do cacho são possíveis até sete semanas após a floração. Os tratamentos deverão ser continuados até esta data. O intervalo de aplicação para aplicações fungicidas contra a Podridão Negra corresponde de forma bastante precisa com o período de controlo de outros patógenos de grande importância económica em viticultura (Erysiphe necator, Plasmopara viticola). Sendo portanto possível controlar todos os três patógenos simultaneamente com um planeamento correto do programa de aplicações fungicidas. Na região do Dão a podridão negra ocorria pontualmente, numa fase precoce do ciclo vegetativo da videira, apenas sobre folhas, sendo considerado uma mera curiosidade. Nos anos de 2009, 2010, e 2011 a doença manifestou-se repentinamente e em força naquela região

Consideramos que, atualmente, face ao conhecimento acumulado pelos vários anos de ocorrência e disponibilizado pela organização de várias conferências temáticas, a estratégia de controlo da Podridão Negrana região do Dão deve, à semelhança do preconizado para outros países, passar pela conjugação de meios de luta e não pela adoção de apenas um único meio de luta. Deve-se, assim, proceder à implementação de técnicas culturais que possibilitem a diminuição do inóculo na parcela e o arejamento da vegetação, assim como o controlo do vigor, conjugadas com a realização de tratamentos - luta química- nas épocas em que se conjuguem a maior sensibilidade da cultura e a ocorrência de condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da doença. Os tratamentos químicos para a podridão negra terão de ser efetuados numa estratégia conjunta antimíldio e antíoídio, de modo a respeitar a alternância entre famílias químicas, complementaridade entre produtos e nº máximo de aplicações permitidas a cada família química.

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